O fator casa
Não deu para o Pitágoras/Minas na Liga Sulamericana. A equipe dirigida por Flávio Davis foi a única representante brasileira no Final Four e não resistiu ao caldeirão santiaguenho.
Como já havíamos ressaltado, jogar na Argentina contra 3 times de lá é tarefa pra lá de complicada. O Minas acabou derrotado nas 3 partidas, mas tirando o jogo contra o Libertad Sunchales - onde foi dominado em 3 dos 4 quartos - a equipe mineira poderia ter obtido uma sorte melhor.
Na estréia contra os donos da casa do Quimsa, o Minas comandou as ações no primeiro tempo e foi para o intervalo com vantagem de 5 pontos, 38 X 33. Mas aí veio o 3º quarto onde os santiaguenhos, comandados por um inspirado Julio Mazzaro, impuseram um ritmo alucinante e venceram o período por 13 pontos de diferença, praticamente definindo aí a partida. Final, Pitágoras/Minas 71 X 88 Quimsa.
No segundo jogo, como já dissemos, o Libertad Sunchales foi superior durante quase todo o tempo. Os argentinos venceram o 3 primeiros quartos - com destaque para a 2ª parcial, 28 X 16. No quarto decisivo o Minas foi melhor, tirou 6 pontos da vantagem santafesina, mas não conseguiu evitar a derrota. Final, Pitágoras/Minas 70 X 84 Libertad Sunchales.
Na decisão pelo 3º lugar, Minas e Juventud Sionista fizeram um jogo equilibradíssimo, decidido somente na última bola. Cada equipe venceu duas parciais e os mineiros entraram no quarto decisivo com 4 pontos de vantagem, 59 X 55. O período derradeiro começou com 5 pontos seguidos do estadounidense Jeffries, elevando a vantagem mineira para 9 pontos. Mas a partir daí a equipe entrerriana começou uma grande reação, marcando 17 X 6 nos últimos 7 minutos de partida. O Minas vencia por 70 X 69 quando o escolta Juan Carlos Bergel meteu a nona bola de 3 do Sionista, garantindo a vitória argentina. Final, Pitágoras/Minas 70 X 72 Juventud Sionista.
Apesar das 3 derrotas, alguns jogadores do time mineiro se destacaram na Liga Sulamericana. O pivô Murilo foi o cestinha e reboteiro do campeonato, com médias de 20,7 pontos e 9,8 rebotes por partida. E o armador Facundo Sucatzky terminou a competição como líder de assistências, 7 por jogo.
O título da Liga Sulamericana ficou com o Quimsa. O time santiaguenho soube utilizar o fator casa e a força da apaixonada torcida que lotou o Gimnasio Ciudad. Na partida decisiva os donos da casa bateram o Libertad Sunchales por 87 X 77, mais uma vez praticamente decidino o jogo no 3º quarto. Além do título, o segundo de expressão em sua história - nessa temporada o Quimsa também faturou a Copa da Argentina - a equipe de Santiago del Estero ainda carimbou a participação na próxima Liga das Américas onde, mais uma vez, se encontrrará com o Minas. Os dois times estão no grupo A que será jogado em Córdoba (Argentina), ao lado do Soles do México e dos donos da casa, o Atenas.
O Território parabeniza o Pitágoras/Minas por representar o Brasil no Final Four e o Quimsa pela conquista mais importante de sua história!









